Quando as indicações acabam: a história de como encontrei meu posicionamento
Virei consultora por indicação, e quando as indicações acabaram, errei quase tudo: criei uma marca que ninguém conhecia, escolhi um nicho que eu não dominava e copiei a linguagem do meu mentor. Conto como encontrei meu posicionamento e as quatro lições que teriam me poupado tempo e dinheiro.


Eu vivi, e ainda vivo, tudo isso que você acha que só acontece com você. A insegurança, o post que ninguém curte, o mês sem cliente, a dúvida se você escolheu o caminho certo.
E foi justamente por ter vivido isso tudo que eu decidi me especializar em narrativa estratégica pra consultores. Deixa eu te contar como foi.
Consultora por acaso
Eu virei consultora de comunicação por acaso, com uma indicação. Uma empresa me perguntou se eu podia dar uma ajuda no marketing deles, e pronto, o bichinho da consultoria me mordeu.
Me mantive também por acaso, com mais algumas indicações. Um cliente indicava outro, que indicava outro, e a vida seguia.
Até que as indicações acabaram. E a água começou a bater na bunda.
Se você tem um negócio solo e vende conhecimento, talvez conheça essa sensação. Indicação é uma delícia: chega quente, confia em você, fecha rápido. O problema é que ela não depende de você. Ela chega quando quer e some sem avisar.
A fase das ideias brilhantes
Quando percebi que precisava gerar demanda por conta própria, tive uma ideia super criativa: criar uma marca. M&M, Maya e Mascarenhas, meu sobrenome e do meu marido. Fiz um site todo com IA, sozinha, com muito orgulho, pra atender empresas.
Não sei por que não deu certo. (Sei sim.)
Eu tinha 25 anos de experiência, passagens por Michelin, Grupo RBS e B2W, e escolhi esconder tudo isso atrás de duas letras que ninguém conhecia. Joguei fora o meu maior ativo, o meu próprio nome.
O choque de realidade
Então entrei no Acelerador Executivo do Chris Toya pra aprender a vender. Foi maravilhoso. Aprendi o poder do LinkedIn, descobri que eu não fazia ideia do que era ter um negócio de verdade e ajustei muita coisa.
Mas ainda não tinha acertado a mão.
No começo, me posicionei como mentora de infoprodutos para executivos. Parecia uma oportunidade enorme, mesmo eu nunca tendo trabalhado com executivos na vida.
Comecei a gerar conteúdo e foi uma flopada atrás da outra. Eu usava uns termos bonitos que copiei do meu mentor, capital intelectual, ROI, GTM, e o resultado foi um fiasco. Eu soava como uma cópia mal feita de outra pessoa, falando com um público que eu nem conhecia.
O mês em que eu não fiz nada
Aí eu fiz o que me pareceu mais sensato no momento: nada.
Parei um mês. Bem perdida, sem saber pra onde ir.
Até que conversei com o Alex Moreira Lima, e ele me disse uma frase que mudou tudo: "Dani, você gosta de ajudar as pessoas. E você inspira quando conta as suas histórias."
Parece simples, né? Mas às vezes a gente precisa de alguém de fora pra enxergar o óbvio. Acreditei nele e pivotei.
Quando eu comecei a falar do meu jeito
Comecei a trabalhar com pessoas em vez de empresas. E comecei a escrever do meu jeito mesmo: cheia de gírias, sentimento, ritmo e uma vontade imensa de fazer diferença por aqui.
Foi aí que achei o meu borogodó.
E as pessoas começaram a curtir meus posts. Depois, começaram a me chamar no DM: "O que você faz? Vamos conversar?"
A parte engraçada é que nem eu sabia direito o que eu fazia. Eu ainda estava me entendendo. Mas as conversas foram me mostrando o caminho. Eu sou especialista em comunicação, sei escrever com alma, entendo de negócios e, principalmente, sei gerar negócios com a minha escrita.
As pessoas queriam comprar de mim antes mesmo de eu ter um produto pronto.
O que eu aprendi nesse caminho
Olhando pra trás, consigo enxergar quatro lições que teriam me poupado muito tempo e dinheiro:
Seu nome é o seu maior ativo. Antes de criar marca de empresa, construa a sua marca pessoal. As pessoas compram de gente, e você já tem anos de reputação acumulada no seu nome.
Fale com quem você conhece. Eu tentei atender um público com quem nunca tinha trabalhado. Seu ponto de partida mais forte é o público que você já entende de verdade.
Escreva do seu jeito. Linguagem copiada soa copiada. O que te diferencia é justamente aquilo que você tem medo de mostrar.
Deixe as conversas te guiarem. Seu público vai te dizer o que quer comprar, se você estiver disposto a escutar.
Por que eu encho o saco de vocês com isso
Desde que encontrei meu caminho, tudo ficou mais leve e natural. Eu não prospecto ninguém, e os pedidos de orçamento chegam pelo DM, na hora certa.
Hoje sou consultora de narrativa estratégica com borogodó e marca pessoal pra consultores que, como eu, querem fazer diferença na vida das pessoas e das empresas, mas não têm equipe de vendas e não querem fazer prospecção fria e impessoal.
Por isso eu repito tanto: geração de conteúdo é prospecção. Mas pra dar certo, precisa de método e de um modelo de negócio que funcione pra você.
Seu próximo passo
Se as suas indicações estão rareando, ou se você sente que tem muito mais pra oferecer do que o mercado está enxergando, talvez seja a hora de organizar o seu posicionamento.
Me chama no WhatsApp e me conta com o que você trabalha. Vamos conversar: https://wa.me/5541997615532
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