Como se tornar consultor após os 40
Conheça o Programa Legado e veja como profissionais 40+ transformam experiência corporativa em consultoria com oferta e precificação claras.


Dezenove anos depois, eu ainda não sabia como cobrar pelo que eu valia
Soa estranho, eu sei. Dezenove anos no mercado digital, passando por CLT, PJ, projetos grandes, equipes, entregas que eu nem lembro mais os nomes, e quando resolvi virar consultora de vez eu trombei com uma parede que eu não esperava: eu sabia fazer muito, mas não sabia o que eu estava vendendo. Ou melhor, eu sabia o que eu fazia. Só não sabia como apresentar isso como uma oferta de verdade pra alguém pagar por ela sem que eu precisasse justificar cada hora trabalhada num spreadsheet.
Esse é o ponto que eu acho que a maioria das pessoas subestima quando pensa em sair do corporativo e montar consultoria própria. Você passa décadas acumulando experiência, construindo rede, resolvendo coisa que ninguém mais conseguia resolver naquela empresa, e aí chega na hora de ir pro mercado e... trava por falta de estrutura pra empacotar o que você já tem.
Foi exatamente esse incômodo que me fez criar o Programa Legado.
O que eu observei acontecendo com profissionais experientes
Quando eu comecei a trabalhar com transição de carreira, o perfil que aparecia com mais frequência era o de alguém que tinha chegado longe no corporativo, acumulado autoridade de verdade, e estava saindo ou pensando em sair. Às vezes por escolha, às vezes depois de uma demissão que, na prática, mudou a equação completamente. E o que eu via se repetindo era um padrão específico.
Essas pessoas chegavam com um histórico impressionante, soluções que haviam implementado em escala, redes de contato que muita gente pagaria pra ter acesso, e uma reputação construída ao longo de décadas. Só que quando eu perguntava "o que você vai oferecer como consultor?", a resposta vinha genérica: "consultoria de gestão", "estratégia", "transformação digital". Coisas que soam bem mas não dizem nada pra quem está do outro lado precisando contratar.
O capital estava lá. Capital social, capital intelectual, capital reputacional. Tudo acumulado. Só que não estava organizado como oferta. E sem oferta, não tem venda. Sem venda, não tem consultoria, tem só intenção de consultoria.
Eu escrevi sobre isso de forma mais direta quando falei sobre o capital reputacional que todo consultor 40+ já carrega, mas o que eu quero mostrar aqui é como isso vira estrutura concreta dentro do Legado.
Como o Programa Legado funciona na prática
O Legado tem duas fases. Elas têm lógicas diferentes e se completam, e eu vou explicar as duas sem o palavrório de landing page.
A primeira fase é o Setup, que dura quatro semanas com um encontro semanal. É ali que a gente faz o mapeamento dos três ativos: o que você sabe fazer (capital intelectual), quem você conhece e quem te conhece (capital social), e como o mercado te percebe (capital reputacional). A maioria das pessoas nunca parou pra inventariar isso com essa intenção. O resultado desse mapeamento alimenta a construção do portfólio em três níveis de entrega, o que significa que você sai de "ofereço consultoria" e passa a ter serviços com entradas diferentes, preços diferentes e públicos diferentes dentro do mesmo guarda-chuva. A fase termina com o go-to-market, que é o plano concreto de como você vai pro mercado com isso.
A segunda fase é o Acompanhamento, dois meses com uma reunião mensal. E aqui eu preciso ser honesta: essa fase existe porque o setup no papel é uma coisa, e a execução na vida real é outra. Quando você começa a conversar com clientes de verdade, o plano encontra atrito. Surgem objeções que você não tinha previsto, ajustes de precificação que fazem sentido só depois da segunda conversa, oportunidades que aparecem fora do script. A minha função nessa fase é acompanhar negócio a negócio, ajustar rota conforme o que está acontecendo de verdade, e ficar junto até a primeira venda acontecer.

Pra quem o Legado foi pensado, de verdade
O programa não é pra quem está começando do zero no mercado. E não é pra quem quer aprender sobre consultoria de forma genérica. Ele foi desenhado pra um perfil específico: profissionais de alta gestão que acumularam anos de autoridade e estão saindo do corporativo pra estruturar consultoria própria, seja B2C ou B2B.
A tese central que guia tudo é essa: essas pessoas já sabem fazer. O que falta não é capacidade de execução. O que falta é a estratégia de como cobrar pelo que valem e como empacotar décadas de experiência sem soar genérico, mas também sem parecer que estão recomeçando do zero como um iniciante tentando a sorte no LinkedIn.
Se você nunca teve dificuldade de entregar resultado dentro de uma estrutura corporativa e agora está sentindo que falta a estrutura pra vender o que você sabe fora dela, o Legado foi feito pra essa lacuna específica. E se você ainda está pesando as possibilidades, talvez valha olhar antes quais modelos de consultoria existem e qual faz mais sentido pro seu perfil.
Se o que te trava é mais a questão de como você cobra pelo que entrega, eu escrevi sobre por que vender hora desvaloriza a consultoria e o que fazer no lugar disso. Vale a leitura antes de montar qualquer portfólio.
Por que eu criei o Legado e não outro formato
Eu poderia ter lançado um curso gravado. Teria muito mais escala, muito menos tempo meu. Mas eu percebi que o principal problema de quem tá nesse ponto da carreira não é falta de informação sobre consultoria, é falta de alguém que olhe pra situação específica delas e ajude a traduzir o que elas têm em algo que o mercado entende como oferta.
Informação genérica não resolve isso. Você pode assistir quarenta horas de curso sobre precificação e ainda sair sem saber quanto cobrar pelo seu serviço específico, com sua experiência específica, pra esse mercado específico. O que resolve é trabalhar com alguém que faz as perguntas certas, ajuda a montar a estrutura e fica junto enquanto a execução acontece.
É o que eu faço no Legado. E é o que eu gostaria de ter tido quando eu estava nesse ponto.
Se você quer entender como o programa funciona com mais detalhe, ou já sabe que é isso que você precisa agora, você encontra todas as informações em mayaemascarenhas.com.br/daniellapettena. De lá você consegue ver a estrutura completa e, se fizer sentido, a gente conversa.
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